ODF E CIDADANIA  >  ODF e serviço público


 

Mais do que por razões de ordem financeira, a adopção de um formato público como o ODF é um imperativo ético-moral para o Estado. Com efeito, numa época em que tanto se valoriza o conhecimento e a info-inclusão, não faz sentido que os cidadãos que têm de interagir com o Estado sejam obrigados a pagar por isso — não é justo que estes tenham de adquirir programas informáticos de custos elevadíssimos, quando poderiam, se o Estado assim o permitisse, adoptar soluções menos onerosas (ou mesmo gratuitas).

Por outro lado, mesmo as questões económico-financeiras não devem ser secundarizadas. Quando tantas vezes os governos pedem aos cidadãos esforço e espírito de sacrifício — redução da despesa pública, aumento de impostos, etc. —, que sentido faz continuar a encarar como inevitável o dispêndio de avultados recursos em licenças privadas de custo elevadíssimo, facilmente substituíveis por soluções menos dispendiosas ou mesmo gratuitas?

Por não carecer de licenças e permitir a livre escolha dos programas informáticos usados, muitos países adoptaram e estão a adoptar o ODF como o formato documental com que as suas administrações públicas trabalham.

 

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